Referências citadas por personalidades

Divaldo Franco

O Esperanto na obra psicografada de Divaldo Pereira Franco

Fonte: espírito.org.br | Enviado em 30/07/2015 | Escrito por Neusa Priscotin Mendes

Da fecunda obra psicografada de Divaldo Pereira Franco, que reúne os mais diversificados temas e enfoques, autores e estilos, tendo cada livro editado a sua história particular, chama a atenção o livro “Além da Morte”. A autora, Otília Gonçalves, havia sido batalhadora da seara espírita na Bahia. De março de 1958 a agosto de 1959, a autora espiritual endereçou à sua filha, que permanecera na experiência carnal, mensagens sucessivas nas reuniões semanais do Centro Espírita “Caminho da Redenção”, através da pena de Divaldo. Vai assim descrevendo suas experiências após o desencarne, plenas de ricos ensinamentos e advertências, recomendáveis e necessárias não apenas para sua filha, mas para todos nós, espíritos que jornadeamos na experiência carnal, em luta constante com o risco de nos deixar envolver pelas ilusões da vida transitória e nos transviar do caminho de nosso planejamento reencarnatório. Descreve as dolorosas experiências do desligamento dos laços fluídicos que a prendiam ao corpo. Descreve a intervenção socorrista da luminosa entidade que conhecera e aprendera a amar nos trabalhos espirituais de que participava. Finalmente, vem a internação para tratamento na colônia espiritual “Redenção”, que posteriormente passa a integrar. Chama a atenção das pessoas habituadas à literatura espírita, a informação que então chega através da orientadora da área hospitalar: “Em verdade, nossa colônia (Redenção) é uma das inúmeras células ligadas a NOSSO LAR por serviços de socorro aos nossos irmãos na carne, em cujo teto temos a felicidade de aprender, tentando servir melhor”. Eis que ” Redenção” é uma extensão do trabalho da colônia descrita por André Luiz, provavelmente a primeira descrita na literatura espírita, seguida de tantas outras…. Admitida na colônia, Otília vai vivendo e descrevendo sucessivas experiências, que vão dando ao leitor o quadro geral de seu funcionamento. Sempre com prodigalidade de ensinamentos enriquecedores, sucedem-se os capítulos até que nos deparamos com o XV: “NO DEPARTAMENTO ESPERANÇA”.

A autora, que confessa ter ouvido apenas vagamente falar do Esperanto enquanto encarnada, impressiona-se com a beleza do jardim significativamente planejado, com a estrela verde do Esperantismo desenhada em canteiro de fícus ornamentado com flores douradas. Surpreende um grupo de jovens em sua natural alacridade entusiástica, articulando sons que não compreende. Informam-lhe tratar-se de um grupo de espíritos em preparo reencarnatório para renascimento no Brasil e em países da América do Sul, em aprendizado dos idiomas pátrios e do Esperanto, cujas atividades então se desdobrariam no campo do Espiritismo e do Movimento Esperantista. (Um comentário: a psicografia terminou em 1959, estamos atualmente em 2001… Onde estariam, agora, esses jovens?). De surpresa em surpresa, depara-se com ampla Biblioteca com estantes abarrotadas de livros na Língua Internacional, alguns já editados no plano encarnado e outros aguardando momento oportuno para serem transmitidos através da inspiração.

E assiste a palestra esclarecedora de um espírito que fora mineiro em sua última encarnação, trabalhador da seara espírita e esperantista, cujo discurso entusiasta e inflamado evidencia o caráter missionário de Zamenhof, apóstolo da Fraternidade Universal, com a missão de introduzir no plano encarnado o Esperanto e suas bases filosóficas de Tolerância e Amor Universalistas, já desenvolvidos e amadurecidos ainda no mundo espiritual.

A respeito desse livro, cujas revelações referentes ao Esperanto tem alimentado o fervor e o entusiasmo dos espíritas esperantistas, revelações essas apoiadas no indiscutível referencial da mediunidade de Divaldo e do inquestionável altíssimo valor espiritual de Joana de Ângelis, prefaciadora do livro e mentora espiritual do médium, ainda outras surpresas estariam reservadas.

Eis que em 1989, 20 anos depois da primeira edição do “Além da Morte”, cujos originais por sua vez permaneceram aguardando oportunidade para serem editados durante 10 anos, surge o excelente livro de Suely Caldas Schubert, “O Semeador de Estrelas”.

Ampla reportagem sobre a vasta e abundantemente frutífera sementeira luminosa de Divaldo, no pleno cumprimento do planejamento de sua jornada reencarnatória, em sua fiel e leal mediunidade com Jesus.

Num dos capítulos de “O semeador de Estrelas”, Suely nos conta como foi conseguido o financiamento para a edição do livro de Otília, sendo o sexto editado como fruto da psicografia de Divaldo. “Casualmente” o livro havia chegado ao conhecimento de um paciente cardíaco, amigo de Divaldo, que, sensibilizado com a história semelhante à sua própria , foi o providencial financiador desta edição, com um interessante acréscimo sugerido de última hora por sua esposa, que finalmente depois foi necessário para completar o montante. O lucro desse investimento inicial, por sua vez, veio a garantir, através de investimentos sucessivos, a edição de posteriores livros de Divaldo. Tal capítulo tem o mesmo nome do livro, “Além da Morte”.

Porém, é em outro ponto do livro de sua autoria que Suely nos traz outras interessantes informações. No capítulo 12, cujo principal enfoque é o trabalho de Manoel Philomeno de Miranda através de Divaldo, no campo da obsessão/desobsessão, ela nos conta que Otília Gonçalves foi a primeira diretora da “Mansão do Caminho”. E acrescenta que a “Mansão” é nada mais do que uma espécie de departamento terrestre da colônia “Redenção”. Certamente não por acaso o centro espírita da “Mansão” chama-se “Caminho da Redenção”…

Observem os amigos as conexões: Nosso Lar, Colônia Redenção, Esperanto, Mansão do Caminho, Centro Espírita Caminho da Redenção… D. Otília, Divaldo, prefácio de Joana de Ângelis… Certamente não por acaso a Federação Espírita da Bahia estabeleceu em sua sede um curso de Esperanto, cujo objetivo é formar grupos que no futuro venham a estudar as obras espíritas na Língua Internacional. E não por acaso semelhantes empreendimentos vão se multiplicando em diversos outros locais, em diversos estados do Brasil.

Assim como o Congresso Espírita Internacional de 2004, na França, está planejado para ocorrer em duas línguas, Francês e Esperanto, com tradução simultânea para outras.

(Jornal Verdade e Luz Nº 181 de Fevereiro de 2001)

O esperanto, como segunda língua das pessoas, torna justa a comunicação internacional e protege as culturas.

Neutralidade

Não pertence a nenhuma nação, mas à humanidade.

Justiça

Equipara os participantes em uma conversa internacional.

Facilidade

Menos difícil que uma língua estrangeira.

Proteção das culturas

Serve à diversidade linguística.

Cultura da paz

Promove a fraternidade humana.